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MEI: quanto posso faturar por mês e por ano em 2026

Entenda o limite de faturamento do MEI, o que acontece se ultrapassar, como controlar o teto mensal e quando vale a pena migrar para ME.

Uma das dúvidas mais buscadas por quem é ou pretende ser Microempreendedor Individual é justamente até quanto se pode faturar sem sair do regime. O valor mudou nos últimos anos e continua sendo revisado, então vale entender a lógica, não só o número.

O teto atual do MEI

O limite anual do MEI é de R$ 81 mil por ano-calendário, o que dá uma média de R$ 6.750 por mês. A média é importante: você pode faturar mais em um mês e menos em outro, o que conta para a Receita é o acumulado dos doze meses.

O que acontece se você ultrapassar

Aqui a resposta se divide em dois cenários. Se o faturamento passar do teto em até 20%, ou seja, ficar entre R$ 81 mil e R$ 97,2 mil no ano, você continua como MEI até 31 de dezembro, mas precisa pagar os tributos sobre o excedente e é desenquadrado no ano seguinte, migrando para Microempresa. Se passar de 20%, o desenquadramento é retroativo ao início do ano em que o teto foi ultrapassado, e os impostos devidos passam a ser cobrados como se você já fosse ME desde janeiro, o que costuma pesar bastante.

Como controlar o faturamento no dia a dia

O erro mais comum é olhar apenas o mês corrente e esquecer do acumulado. O ideal é acompanhar uma soma móvel dos últimos doze meses e não apenas o ano fiscal, porque em atividades sazonais o pico de vendas pode surpreender. Um controle simples em planilha, ou o próprio relatório da contabilidade, já resolve.

Quando vale a pena sair do MEI antes de estourar

Muita gente insiste em ficar no MEI mesmo quando o negócio já cresceu, com medo do imposto maior. Só que esse medo, sem cálculo, pode custar caro. Empresas no Simples Nacional com faturamento entre R$ 81 mil e R$ 200 mil por ano frequentemente pagam pouco imposto e ganham espaço para crescer, contratar e emitir notas maiores. Migrar planejado é sempre mais barato do que ser desenquadrado retroativamente.

O que muda ao virar Microempresa

Ao migrar para ME, você deixa a guia única do MEI e passa a apurar imposto pelo Simples Nacional na tabela correspondente à sua atividade. As alíquotas iniciais costumam ser baixas, mas as obrigações aumentam: nota fiscal em outros modelos, contabilidade formal e declarações mensais. Nada de outro mundo, mas exige apoio contábil.

Planejamento é o que evita susto

Faturar mais é bom, o problema é ser pego de surpresa. Acompanhar de perto o teto, planejar a migração e escolher o regime tributário com base em números concretos é o que separa o crescimento saudável do prejuízo. Um contador acompanhando o negócio antecipa esse movimento e transforma o desenquadramento em uma etapa natural, não em um problema.

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