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Simples, Presumido ou Real: qual regime tributário escolher

Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real? Compare os três regimes e entenda qual paga menos imposto para o perfil da sua empresa.

Escolher o regime tributário é uma das decisões financeiras mais importantes de uma empresa, e uma das mais mal compreendidas. A escolha errada custa dinheiro todo mês. Vamos comparar os três de forma clara para você entender qual faz sentido no seu caso.

Simples Nacional

O Simples reúne os tributos em uma guia única e tem alíquotas iniciais menores, o que o torna atraente para micro e pequenas empresas. É simples de administrar e, para muitos negócios de menor porte, o mais econômico. Porém, tem limite de faturamento e nem todas as atividades podem aderir. Empresas com margem de lucro muito alta às vezes descobrem que ele não é o mais barato.

Lucro Presumido

Nesse regime, o governo presume uma margem de lucro sobre o faturamento e cobra imposto sobre essa base presumida, independentemente do lucro real. Ele costuma ser vantajoso para empresas com margem de lucro alta, porque, se você lucra mais do que a margem presumida, paga imposto apenas sobre a presunção, e não sobre o lucro efetivo. É bastante usado por prestadores de serviço com boa rentabilidade e por empresas que ultrapassaram o limite do Simples.

Lucro Real

Aqui o imposto incide sobre o lucro efetivo da empresa, apurado com precisão contábil. É obrigatório para empresas acima de determinado faturamento e para alguns setores específicos. Faz sentido para negócios com margem apertada ou com prejuízo, porque nesses casos você paga imposto proporcional ao que realmente lucrou, ou não paga se não houve lucro. Em compensação, exige controle contábil mais rigoroso e mais obrigações.

Como comparar na prática

Não existe regime melhor no absoluto: existe o melhor para o seu perfil. A comparação correta considera seu faturamento anual, sua margem de lucro, sua folha de pagamento e sua atividade. Uma mesma empresa pode pagar valores muito diferentes de imposto dependendo do regime escolhido, e a diferença ao longo do ano costuma ser expressiva.

Quando revisar a escolha

O regime não é uma decisão permanente. Todo início de ano é o momento de reavaliar, porque o negócio muda: o faturamento cresce, a margem varia, a folha se altera. Uma empresa que estava bem no Simples pode passar a economizar no Presumido, e vice-versa. Deixar a escolha no automático é o erro mais comum.

A decisão exige cálculo, não achismo

A única forma de escolher certo é simulando os três cenários com os seus números reais. É um trabalho técnico, mas que se paga muitas vezes na economia de imposto. Se você nunca comparou os regimes com base em dados, vale fazer uma simulação de regime tributário antes do próximo período de opção. Pode ser a diferença de milhares de reais no ano.

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